Aprender a ler na década de 50 no Brasil, era privilégio. Lembro de uma vez na infância, eu querer mostrar o boletim para o meu avô e minha mãe sussurrar para eu não fazer isso, pois ele não sabia ler.
Minha avó também assinava com tinta no dedo. Ela era dessas mulheres fortes que admiramos! Negra, mãe de cinco filhos, fazia artesanatos, pintava panos de prato, cultivava horta, participava do grupo da igreja, sabia todas as músicas. Eu ia com ela nas missas e aprendi a cantarolar nessa época. Sempre me perguntam como sei tanta música. Tive o privilégio de aprender com uma cantaroladora profissional. Ela aprendia no ouvido mesmo. Imagina se soubesse ler!!!
Como o meu feminismo cura a minha avó? Honro toda a sua grandeza vó Maria (vó Bia). Gratidão pela sua Força e pelo seu exemplo de humanidade e de humildade. Sempre cuidando de todos nós. Cozinhando aquela comida maravilhosa e fazendo a gente comer até o último grão, daquele feijão que minha mãe não conseguia copiar. Fazendo aquele pão tão maciozinho, com tanto amor. Ah! Quanta saudade vozinha. E este mês, fazem 8 anos que a senhora fez a sua passagem, deixando muitas saudades. Como posso honrar sua presença? Gratidão meus avós Maria de Farias e Geraldo de Farias.
Muito bacana !
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