Na década de 70, minha avó se recusou a ir no casamento de uma das filhas, pois ela estava grávida. Acreditava-se que a virgindade era a coisa mais importante para uma mulher, pois o homem só casaria se ela tivesse o lacre. Como um produto que já foi usado, e perdeu o seu valor. (Sinto muito por isso tia.)
Esse fato ocorreu na mesma época em que Lacan discutia a feminilidade na Universidade. Em que ele desgrudava a função materna, do ser mulher. Ele observou que o instinto materno não drenaria todas as pulsões de uma mulher, não daria conta das infinitas possibilidades que uma mulher pode ser, contrariando seu antecessor Freud.
Ouvir as histórias dos nossos ancestrais, nos permite compreender o conservadorismo que encarcera as mulheres há séculos e nos dá luz para sustentar esse lugar de sujeito gozante que conquistamos. Mulher que se desdobra e que pode ocupar diversos lugares. Que tem o direito ao prazer, direito ao trabalho, direito ao próprio corpo, direito à escolha ou não escolha da maternidade. Seguimos.
Gratidão @ana_suy pela gentileza em compartilhar seu conhecimento.🙏
#psicanálise #empoderamento #mulher
@maecomprazer sobre o que conversávamos.🙏
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