domingo, 31 de maio de 2020

Sobre paus, pedras e minhocas

Na minha infância, brincávamos de desvirar paus e pedras da horta da minha mãe. Naquele ambiente úmido e escuro, queríamos ver os diferentes bichos que apareceriam ali, além das minhocas e dos tatuzinhos. Mas, a ideia do que poderia aparecer nos amedrontava, e então, pegávamos um pedaço de pau para ajudar na tarefa. No entanto, independente da ajuda que recebêssemos (do pedaço de pau ou da companhia do outro), precisávamos agir com cautela, pois teríamos que lidar com as consequências do ato, individualmente.
O processo da cura da depressão ocorre de forma semelhante. Analiso diariamente as pedras para ver o que há embaixo delas, com o apoio de pessoas queridas que me ajudam muito, (inclusive se você receber essa mensagem, saiba que você tem me dado muito apoio nos últimos dias. Gratidão!!!). Apesar desse importantíssimo apoio, continuo tendo que lidar com os monstros que aparecem, sejam dos pensamentos perturbadores do inconsciente ou dos efeitos colaterais que o remédio tem manifestado. De qualquer forma, tanto na infância quanto hoje, é preciso ter coragem e força para seguir o caminho do (auto)conhecimento. Essa é a mensagem.

autora: Rubiamara

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