Enquanto o dia passava, Tiê existia na sala. Existia na condição de cão. De repente, ela arrastou SOZINHA seu brinquedo até o sofá e ficou mordendo-o. São raros os momentos em que ela interage com o brinquedo, gratuitamente.
Logo depois, joguei o brinquedo para ela buscar. Quando há interação, percebo uma maior empolgação, que é possível se ver pela correria, pelas orelhas levantadas, pela respiração acelerada. Parece que ela entende que são momentos de prazer diferentes e que um não minimiza o outro.
Mal Tiê poderia imaginar, que seu movimento sutil de pegar o que precisava naquele primeiro momento, foi a consciência do dia.
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