Hoje já é o quarto dia após presenciar aquela cena. Fui fazer uma trilha e antes de entrar na rua que dava acesso à ela, passei por uma praia.
Havia algumas pessoas reunidas na areia. De início associei a um batizado, mas na sequência percebi que algumas pessoas choravam e a que estava mais a frente segurava um pote com as cinzas.
Não sei nada sobre aquela família, ou sobre a pessoa que fez a passagem. Sei que, mesmo já tendo ouvido falar sobre essa prática de jogar as cinzas ao mar, ver outras pessoas se despedindo das cinzas, me apertou. E a cena retorna diariamente pedindo para ser escrita. Decidi escrever, para reconhecer e dar um lugar para a morte, para os encerramentos de ciclos.
E dizer que sim, seja na praia ou em casa, ou na rua, os ciclos estão se abrindo e se fechando. E cabe a nós reconhecê-los e acolher a realidade como ela é.
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