quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Névoas coloridas (cintilantes)

Confesso que essas leituras dos filósofos como Espinosa, Deleuze e Guattari e a forma como a nossa nuvem cintilante conduz a aula, tem me feito repensar a minha relação comigo. Essa noite passei frio, já que quando é pra eu fazer as coisas para mim, como esticar os cobertores, ou fazer comida, eu tendo a desaparecer.

No entato, não justificarei as minhas ações com as dores do passado. O foco aqui será no que faço comigo hoje. Escrevo para mudar-me a mim, como diria Foucault.

Estou fazendo uma matéria na psicologia, com uma partícula dançante. Hoje reassisti à primeira aula. Pra lembrar de esquecer, como na música dos tribalistas. Enquanto ouvia a estrela cintilante, tirei umas manchas de mofo da parede, e destralhei umas coisas que há muito precisava fazer. Sinto que gosto mesmo é de companhia.

Nesta primeira aula, o raio de chuva não estava muito "legal", e por ele ter compartilhado isso conosco, observei a importância de vulnerabilizar-se, como uma vivência rica de empatia e de aceitação.

Por outro lado, na reunião do condomínio de ontem, senti uma grande frustração, pelos demais moradores não quererem nem conversar sobre o destino do esgoto que nós produzimos. Me senti muito irritada. Precisei de escuta empatica, para dar algum acalanto.

Acho que no fundo, a minha tristeza se avolumou, por eu me sentir sozinha diante daquelas ideias. Chegaram até a sugerir em votar para decidir se esse assunto entraria na ata. Sendo que a ata tem a finalidade de narrar o que foi conversado na reunião. Como é desafiador viver com a diferença. Lhes faço uma pergunta caras purpurinas: "Como conviver em paz, quando a atitude em questão produz a morte?"

Encerro este texto, reconhecendo que as dores vão doer. Respeitaremos os ciclos e brotaremos no nosso tempo. Lembrando de esquecer, de lembrar de esquecer, de lembrar de esquecer... Gratidão pelos delírios compartilhados!

Rubiamara

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