Ouço o que não cessa.
Ne-cess-idade
De sentir calor.
Uma vontade absurda de grudar no outro,
Que já foi pior...
Já quis ser enterrada no mesmo caixão.
Lembrança forte.
Aprendi a produzir calor.
Observo os meus ciclos.
Acolho a minha fase,
E a morte necessária para o dia de hoje.
Para eu estar mais inteira onde estou.
Sei confiar no processo de transformação e na minha força de criação.
Sou uma mulher forte e capaz de viver o que a minha alma deseja e merece.
O outro não será mais anestesia para as minhas dores.
Agora eu sei aonde dói.
Rubiamara - 05/10/2020
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