Quando uma pessoa assume o papel de cuidador, a relação vai se tornando pesada com o tempo.
O cuidador desempenha este papel na melhor das intenções, pois vê genuinamente a dor do seu parceiro. No entanto, uma relação assim deixa de ser de casal, e passa haver uma hierarquia, entre a pessoa impotente que precisa de cuidado, e a pessoa que cuida.
Infelizmente, o que foi feito nunca será o suficiente para quem recebe. A presença dá uma amenizada na dor interna, mas a tristeza é permanente. Deve haver disposição para cada pessoa ir à fundo nas suas dores, pois não será o cônjuge que as irá sanar.
O lado bom de haver limites claros na relação, é que ela continua a ser uma relação ou termina. Cada pessoa é vista como um sujeito inteiro, e não está na relação para resolver a vida do outro.
Aceitar a impotência. Confiar no que se sente, respeitar-se, pedir ajuda. Se reconhecer sujeito. Aceitar ajuda. Se enxergar merecedor de uma vida mais feliz. Voltar a sentir prazer na vida. Agradecer pelos aprendizados adquiridos. Por não precisar chegar no limite da dor para tomar providências.
Não desejo mais uma vida em cima da cama. Uma vida cinza. Posso tomar conta de mim. Não sou uma criança. Sou capaz de dar voz aos meus berros. Sou capaz de viver comigo.
RR
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluir❤️❤️❤️
ResponderExcluirAi, que tapa na cara
ResponderExcluirDoeu, mas foi necessário
Textasso
A força que vc tem é admirável. Viver com depressão e enfrenta-lade frente como vc sempre fez é o maior ato de coragem que existe
ResponderExcluirE nunca desistir, conseguir levantar todos os dias