domingo, 30 de janeiro de 2022

Em cima da ponte

Ponte Hercílio Luz - jan/22

Ande sobre as pontes que contruir.
Obrigada Florianópolis!
Obrigada pelos seus belos cantos!

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Amar porque acaba

Amo infinitamente o finito.
Paixão violenta por coisa nenhuma.
Desejo impossivelmente o possível.
É mais seguro.
Nem abandono, nem abuso.
RR

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Vida e a solidão atual

Como curtir um bom momento bem acompanhada? 
Há diversas formas para se manter contato,
Mas ir para o encontro exige movimento. 
Exige que se saiba o que se quer.
Exige se vulnerabilizar,
E estar aberta para ouvir o desejo do outro.
Exige ter tempo livre para compartilhar.
Exige algum planejamento.
Exige sustentar o desejo de querer encontrar a pessoa até o dia combinado, pelo menos.
Construir afeto é um tecer diário. 
Não dá para reservar apenas os dias de folga.
O nome disso, é outra coisa.
RR

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

P á s s a r o

"Sobrevoa tudo.
Na hora de pousar se atrapalha.
Se mistura.
E não se entende.
Se atrapalha na hora de pousar,
Porque seu habitat é no ar."


Vida de dentro

Desejo reflexões que subam a âncora. 
Um olhar atento,
Uma escuta.
Uma troca.
Gosto de prosear.
De cantar. 
De compartilhar leituras,
Reflexões,
Textos.
Gosto de filosofar junto.
Menos silêncio e mais deciframentos.
RR

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Brotar junto

Dar para si o que se deseja, não é simples.
Primeiro,
É um eterno reunir de forças para ficar em pé.
Depois,
Encontrar uma escuta,
Para ouvir o próprio desejo. 
Uma pessoa com alma larga,
E olhar atento.
RR

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Do desconforto

A sensibilidade que me favorece na escrita.
Causa estragos na vida real.
Vivo em um ritmo próprio. 
Devagar, quase parando.
Experencio momentos de lazer como sonhos.
Longe do cru.
Me sinto responsável pelos mau-entendidos?
Será que não sei sustentar o desconforto alheio?
Por que me sinto uma terra arrasada?
Um deserto,
Uma horizontalizade sem fim,
Sem forças.
RR

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

É o que é

Observar o silêncio. 
Agradecer por poder escolher.
E rezar por menos desentendimentos.
Sem maquiagem ou firulas.
A vida como ela é.
RR
"O sossego é quase, quase meu
As vezes me pego por tê-lo sem razão
É que eu não suporto ser e as vezes não
Se é, é
Se não
Não"
Acautelar - Castelo Branco

Acessar a beleza de viver

Me sinto preenchida de ar limpo,
E abraçada pelas águas do lago.
Lagoinha do Leste - jan/22

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Aceitar o real

No silêncio, observo. 
O outro como depósito de esperma.
Como um buraco quente, a ser usado.
O laço é frouxo, para reduzir o envolvimento.
Na dificuldade de conviver com o tédio, destino ao outro um tempo específico?
Sexo recreativo?
Ou busco construir vínculo? 
Como organizo os meus afetos?
Como me sinto acolhido?
Como faz isso de gostar da vida?
Se abraçar.
Se alimentar.
Se exercitar.
Retirar o ódio da rotina e aceitar o real.
O real com os seus percalços.
Enchentes, alagamentos, instabilidades. 
Aceitar a dor de existir.
RR
Santo Antônio de Lisboa - jan/22

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

O poder da escrita

Escrever faz parte do meu autorrespeito.
É o momento em que paro, para ouvir o que a minha alma tem a dizer.
Se observo que estou há dias sem conseguir comer, por exemplo,
Instantes após escrever,
Me pego no fluxo de preparar o alimento e me alimentar.
É incrível observar esse movimento.
É como se ao escrever sobre a minha dificuldade,
Eu acolhesse a dor.
A validasse.
A respeitasse.
A reconhecesse.
A admitisse que ela é real.
A escrita tem o poder de curar.
Tem o poder de nos devolver o ar.
RR

Dois para frente, um para trás

Hoje já consigo ver alguns avanços,
Mesmo que em fases mais difíceis,
Diante de tarefas que me sufocam,
como sair de casa.
Ainda assim,
consigo levantar da cama. 
Fazer a minha higiene pessoal,
Manter a limpeza da casa e a
Atenção às cachorras.
Claro que me cobro.
Deveria ter mais movimento,
Rotina, etc e tal...
Não tenho nenhuma fome.
É difícil sentir o meu corpo.
Escrevo.
Transbordo.
E me pergunto, o que há para aprender?
RR

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Exercitando a amizade

Para cultivar a amizade,
É preciso ter coragem.
Ter abertura para doar-se.
Para receber a alegria.
Para compartilhar os momentos.
Vestir um rosto de sorriso,
E abrir a porta.
Já no encontro amoroso,
Há outras recompensas.
Estamos entusiasmados,
Interessados,
Misturados,
Cheios de fantasia.
Somamos atenção, calor e dengo.
RR
"Vai, menina
Põe teu rosto de sorriso
Teu vestido azul tão lindo
Põe teu jeito de brincar
Vai, menina
Com os teus olhos de mercúrio
Colecione vagalumes
Porque a noite logo vem
E vem
E vem
Vai, menina
Cresce agora, vai
Eu sei que dói"
Ana Larousse - Vai, menina

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Se precisar, me chama!

Respeitar o espaço do outro,
E estar disponível. 
Disponível para que?
Para tecer laço.
Fazer uma ligação.
Comer junto.
Sentar na grama.
Ouvir o silêncio.
O quanto invisto nas minhas amizades? 
Tenho espaço para ouvi-las atentamente? 
Se precisar, me chama.
E se eu não conseguir lhe chamar?
Ficarei sem a sua presença até aprender?
Ou até você notar que não consigo?
Ou não nos chamaremos? 
Talvez crescer seja isso também né,
Aprender a se vulnerabilizar.
Conseguir sinalizar para o outro. 
E entender quando não é possível,
Como parte do limite real,
Como resultado de muitas variáveis,
E não como um sinal de desvalor.

Nomear

Ir sentindo.
Juntando as letras.
Vendo o que cabe.
Nem sempre o outro estará lá. 
Sinto o ar entrar,
O dia passar,
O ciclo encerrar,
E eu vou aprendendo a lidar.
Com o silêncio,
Com o espaço,
Com o vazio,
Com o que não tem nome, nem nunca terá. 

Admira a beleza

Admira a beleza, Defende a verdade, Venera a nobreza, Escolhe a bondade! Assim é que o homem Será conduzido, Às metas na vida; Aos retos cam...