“Há esperança suficiente, esperança infinita – mas não para nós”, sentencia o escritor Franz Kafka. Seu universo traz a agonia das situações que nos oprimem e que não controlamos… traz o embate inútil com leis e acasos que nos escapam absolutamente.
E assim o autor tcheco nos mostra o quanto é impossível compreender e dimensionar a complexa engrenagem de poder e vigilância que nos oprime – e da qual ao mesmo tempo dependemos. Na literatura de Kafka, há muito da psicanálise de seu contemporâneo Freud. Os seres kafkanianos padecem do mal-estar na civilização. “Há esperança, mas não para nós”.
Márcio Seligmann Silva
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