"Eu não troco meu ranchinho amarradinho de cipó
Por uma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia, lá pr’aqueles cafundó
É o inhambu-xintã e o xororó
É o inhambu-xintã e o xororó
Quando rompe a madrugada canta o galo carijó
Pia triste a coruja, na cumeeira do paiol
Quando chega o entardecer, pia triste o jaó
Só me alegra quando pia, lá pr’aqueles cafundó
É o inhambu-xintã e o xororó
É o inhambu-xintã e o xororó
Eu faço minha caçada antes de sair o sol
Espingarda de cartucho, patrola de tira pó
Tenho buzina e cachorro pra fazer forrobodó
Só me alegra quando pia, lá pr’aqueles cafundó
É o inhambu-xintã e o xororó
É o inhambu-xintã e o xororó
Quando eu sei de uma notícia que outro canta melhor
Meu coração dá um balanço, fica meio banzaró
Suspiro sai do meu peito, que nem bala joveló
Só me alegra quando pia, lá pr’aqueles cafundó
É o inhambu-xintã e o xororó
É o inhambu-xintã e o xororó"
Athos Campos (1939)
Wikiaves
Crypturellus tataupa, popularmente conhecido como inhambu-xintã, pé-roxo, bico-de-lacre, chitão, chororó, inhambuxintã, inambuxintã, nambuxintã, nhambuxintã, inamuxintã, inhambumirim, nambuzinho e lambu, é uma ave de ampla distribuição geográfica, habitando o Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul do Brasil, bem como o Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
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