Gratidão universo, pelo espaço que consegui construir, para lidar com a minha desatenção, e com os meus desencontros.
A marcação no mapa em vermelho, mostra onde EU TINHA CERTEZA QUE ESTAVA, mas ao consultar o mapa, a bolinha azul me apresentou o real. Você deverá caminhar por mais duas horas, para chegar aonde deseja. Respira e vai, pensei.
Caminhando, pensei, que as nossas experiências formam um mosaico dos nossos contornos. É a forma como aprendemos a existir.
Ao observar o mosaico, me conectei a três lugares diferentes:
A cor marron, no tronco e nos caules, me remeteu a um lugar de maior consistência, assim como os nossos ossos. São mais do que experiências vividas, são elementos estruturantes.
A segunda e a terceira cor estão em formatos de coração. A cor vermelha, associo à experiências muito boas, amorosas, acolhedoras e fortalecedoras. Experiências que aumentam a potência humana.
Já a cor branca, me lembrou a música "Dia Branco" do Geraldo Azevedo. Me remeteu à momentos sem muitas emoções, em que o vazio se apresenta de forma mais latente. Momentos em que acessamos sentimentos de tédio, de frustração, de culpa, de solidão. Momentos que fazem parte da existência, do real, mas que nem sempre lidamos muito bem.
Acredito que se nesses momentos, buscarmos manter o foco no que podemos aprender, vamos construindo contornos mais coloridos.