quarta-feira, 21 de julho de 2021

Saudades do que não vivi

Não esperar do outro,
Assim não me frustro.
Já perdi pessoas demais,
Por falecimento do corpo,
Ou das relações humanas.
Me sinto órfã de afetos.
Dos mimos dos avós,
De prosear com as tias,
De jogar truco com os tios,
De dançar com os primos,
De trocar roupas com as primas,
De confratenizar todos juntos.

Não vivi isso,
E nunca viverei.
"Os órfãos têm de beijar suas próprias féridas."

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